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20190606 NOTICIA Sobrepeso Masculino

Pesquisa revela sobrepeso em homens goianienses

Ascensão social é um dos fatores apontados por especialistas

Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia, com apoio da Bayer HeathCare Pharmaceuticals avalia taxa de sobrepeso na população masculina. Realizada nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE), Bauru (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Belém (PA) e Goiânia (GO), a entrevista contou com 5 mil homens com mais de 40 anos.

Os dados levantados pela pesquisa em Goiânia trouxe os seguintes dados a partir dos 500 homens entrevistados: 38% admitiram que estão com sobrepeso ou obesidade, 61% alegaram que comem sem restrições, 48% confessaram que não fazem nenhum tipo de exercício físico regular.

O médico Farid Saad analisa que sobrepeso, falta de dieta alimentar e sedentarismo podem provocar sérios riscos para a população masculina. Segundo Saad, obesidade se relaciona com déficit da testosterona, hormônio masculino cujos índices começam a cair a partir dos 40 anos de idade. Neste caso, é importante a reposição hormonal para o controle do peso e melhoria das condições de saúde do homem. Pesquisa feita pelo laboratório alemão constatou que homens que não tinham quantidades suficientes de testosterona no organismo e fizeram reposição hormonal perderam em média 16 quilos em cinco anos de tratamento.

"A obesidade forma um círculo vicioso negativo para a saúde do homem, contribuindo para patologias como a síndrome metabólica, doença cardiovascular, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, disfunção endotelial e a própria deficiência de testosterona", afirma Saad.

Nelson Rassi, médico endocrinologista e presidente do Instituto de Assistência e Pesquisa em Diabetes analisa que a obesidade na população em geral e no homem, em particular, é resultado da ascensão das classes sociais menos favorecidas. Associa também a obesidade ao acesso à tecnologia, o que diminui a necessidade de realização de exercícios físicos para a execução de tarefas. Rassi afirma que "Com um poder de compra maior, estas pessoas passaram a comer com predominância alimentos ricos em gordura e açúcar".

O chefe da Seção de Urologia do Hospital Alberto Rassi e professor do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Theobaldo Silva Costa analisa que a terapia para reposição hormonal masculina é vista com reserva. Afirma que a reposição hormonal só pode e deve ser indicada para as pessoas que têm queda dos níveis de testosterona e que apresentam os sintomas característicos do problema, e não considera a obesidade como algo decorrente da perda do hormônio masculino. Rassi afirma que são sintomas da redução dos níveis de testosterona a significativa perda de massa muscular e de cálcio, a apresentação de fadiga, insônia e ansiedade, a perda de apetite sexual e disfunção erétil. Rassi diz ainda que nem todas as pessoas com redução dos níveis de testosterona chegam a apresentar estes sinais clínicos, e conclui que “A reposição hormonal masculina não pode nem deve ser usada para fins estéticos como a recomposição de massa muscular e o retardamento do envelhecimento”.

 

Texto: Michely Coutinho

Categorias: Notícias Capa